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sábado, 1 de outubro de 2011

Austrália e África

Nesta viagem resolvi cruzar o mundo e novamente conciliar as férias com um curso de idiomas. Um mês de imersão equivale a muitos meses fazendo cursos convencionais de idiomas e como a experiência no Canadá tinha sido fantástica, resolvi repetir a dose. Desta vez minhas férias seria em janeiro e queria um país que pudesse desfrutar do verão. Das opções que me foram dadas, achei que a Austrália tinha mais relação com o que estava buscando. A cidade escolhida foi Sydney, porque é uma cidade com um estilo praiano de se viver (costumam comparar Sydney com o Rio e Melbourne com São Paulo). Apesar de muitos me alertarem que o sotaque dos Australianos é muito difícil resolvi pagar para ver e pagar para ver é uma frase que se aplica bem a esta viagem, já que a passagem para a Austrália é bem carinha e o dólar naquela época valia aproximadamente R$ 2,00. A passagem me custou R$ 4200,00 e curso de inglês com a hospedagem, mais uns R$ 3500,00. Novamente optei por ficar em uma casa de família. A primeira experiência tinha sido perfeita e queria vivê-la de novo. Viajaria no dia 1º de janeiro de 2008 e meu vôo sairia do Rio de Janeiro. Claro que fiz tudo pensado: passaria o Reveillon no Rio com boa parte dos meus amigos e no primeiro dia do novo ano embarcaria para mais esta aventura.

A saga da ida para Sydney foi:
Embarque às 18:25 hs do dia 1 no Rio chegando em Joanesburgo às 07:15 hs do outro dia
Embarque em Joanesburgo às 17:50 hs do dia 2 de janeiro chegando em Sydney às 14:35 hs do dia seguinte.
Moral da história: saí no dia primeiro e chequei no dia 3.
Na volta optei por fazer um stop na África e conhecer Cape Town. O bom dessas viagens longas são aproveitar as conexões para fazer um stop e conhecer um outro lugar sem ter que pagar mais por isso!! Fui de South Africa até Joanesburgo e de Qantas até Sydney.


Voo Qantas

Cheguei em Sydney literalmente destruído. Além das horas voando existe o problema do fuso horário. Sydney está a 12 horas na frente do Brasil, logo meu relógio biológico me mandava dormir ao meio dia do horário local. Nessa viagem eu realmente conheci o famoso jet leg. A adaptação demora mais ou menos uns 3 a 4 dias.

Assim que desembarquei, peguei minhas malas e fui direto buscar um táxi. Quando cheguei no endereço fui recebido pela simpática Lara! Para minha sorte ela era guia turístico, o que favoreceu muito minha exploração da cidade e sua casa era excelente. Eram dois andares sendo que o segundo era todo meu. Ela geralmente recebia 2 estudantes por vez. O outro era um sul coreano engraçadíssimo que ocupava o quarto do andar térreo. Como ela estava acostumada com estudantes que vinham de muito longe ela sugeriu que eu dormisse até o dia seguinte. Acordaria bem disposto e poderíamos nos conhecer melhor. Foi o que fiz. Deitei por volta das 17:00 hs e fui acordar às 09:00hs da manhã do dia seguinte. Não podia ter feito coisa melhor, acordei super bem!


Miro e a casa que me hospedei.


Na primeira manhã em Sydney, desci e fui conhecer mais a família que viveria nos próximos 30 dias. Lara de cara me alertou sobre o grande problema Australiano: a água. Me esclareceu que por grande parte do continente ser um deserto, á água é muito escassa e também muito cara. Me pediu que tomasse um banho de no máximo 10 minutos, sendo que o ideal seria 5 minutos. Lara estava casada pela segunda vez e no primeiro casamento teve um filho chamado Michael que havia sofrido um acidente de carro e ficado tetraplégico. Me pediu desculpas por não ter informado antes que Michael estava vivendo com ela, porque na verdade ele vivia com o pai mas devido ao período de férias, estaria com ela por dois meses. Claro que não me importei e fui ser apresentado a Michael. Um rapaz de 32 anos, que na verdade parecia um garoto. Tinha um olhar doce e nos demos bem de primeira. A comunicação era bem difícil mas no fim acabávamos nos entendendo. Foi uma lição de vida presenciar e participar daquela bonita relação entre mãe e filho. Há 5 anos atrás Michael havia feito uma exposição dos quadros que pintava com a boca, porém havia muito tempo que não pintava. Lara estava orgulhosa porque Michael havia retomado o prazer de pintar e estavam ensaiando começar novas telas. Depois que voltei ao Brasil, recebi um cartão de natal de Lara que era estampado com um dos novos quadros de Michael. Fique realmente emocionado. O terceiro membro da família era Miro. Segundo marido de Lara, era um cara muito simpático de sorriso largo, que adorava ficar na televisão assistindo programas automobilísticos. Me dei muito bem com todos da família e até hoje mantenho contato com eles.

No primeiro dia fui conhecer a escola que estudaria. Chamada Kaplan Aspect, era bem maior da que havia estudado no Canadá e o ensino bem mais permissivo também. Diferente da Canadense, que era muito rígida no quesito de só ser permitido falar inglês no ambiente interno, nesta escola ouvia-se pelos corredores quase todas as línguas do mundo, além de estar repleta de brasileiros e orientais (nada contra os orientais, porém seu sotaque é sofrível). Depois do teste de nivelamento, fui encaminhado para minha sala e de cara já tinha 2 brasileiros. Confesso que não me enturmei com meus colegas brasileiros porque não queria falar português, afinal de conta estava lá para melhorar o inglês. Fiz amizade com um Argentino de La Plata chamado Juan e ele foi meu companheiro por toda a viagem. Os dois estavam ali para melhorar o idioma e só falávamos em inglês. Gostávamos das mesmas coisas e a sintonia nos fez sermos amigos até hoje.

Minha aula terminava diariamente às 11:50 hs. Todo dia, saíamos da aula e íamos para a praia. As praias australianas são lindas e não abríamos mão deste programa. Deixávamos de ir à praia somente aos finais de semana quando a noitada tinha sido forte. Aí preferíamos ficar em casa descansando. Apesar de várias praias lindas, preferíamos ir a Bondi Beach. Um ônibus parava na porta da nossa escola e nos deixava na porta desta praia.

Sydney é uma cidade encantadora e seus habitantes são tão encantadores quanto. Um fato curioso é que a população de Sydney (falo especialmente de lá porque foi onde morei), bebe muito! É muito comum você estar na balada e todo mundo estar muito bêbado. Um dia voltando para casa já de madrugada me deparei com 3 adolescentes totalmente embriagadas tomando banho em uma fonte no meio da cidade. Outro dia um casal totalmente bêbado deitado no meio fio em meio a beijos pra lá de calientes. Em todos os bares e boates as pessoas estão sempre fazendo alguma cena diferente e sempre muito bêbadas. Um dia perguntei a Lara se isso era normal e ela disse que sim. O governo taxa o álcool e o cigarro com tributos pesadíssimos na intenção de frear o consumo, porém o resultado parece não estar acontecendo. Bebidas só são vendidas em lojas especializadas (supermercados e afins não), e o mesmo acontece com cigarro e ainda sim estão sendo consumidas por toda parte.

O centro de Sydney, conhecido como "Sydney Harbour", concentra grande parte das atrações da cidade, porém quase ninguém mora nesta região. Os bairros residenciais são bem afastados, porém o sistema de transporte público é extremamente eficiente. Metrô, ônibus, monorail e até barcos, tudo funciona muito bem. Sydney é uma cidade de largas distâncias e certamente você fará uso destes meios de transporte.


Sydney Harbour


A Austrália foi colonizada pelos ingleses e a região onde Sydney está localizada foi inicialmente habitada pelos aborígenes, porém uma epidemia de varíola trazida pelos europeus reduziu drasticamente essa população que hoje habitam áreas mais isoladas do país.

Uma curiosidade: a famosa terra dos cangurus, coalas e cacatuas, também é repleta de morcegos e baratas. É impressionante como no final do dia a cidade é invadida por eles. No começo impressiona, mas você acaba se acostumando.

Por ter morado um mês em Sydney, e minha anfitriã ser uma guia turística consegui conhecer grande parte das coisas boas da cidade. Vou listar algumas delas como forma de auxiliar ao turista que vai pela primeira vez.

Opera House e Harbour Bridge: Sem dúvida os mais belos e mais conhecidos pontos turísticos da cidade. (para chegar desça do metrô na estação de Circular Quay. Desta estação saem barcos para diversos locais da cidade). O Ópera House é um magnífico edifício em formato de velas de barco que abriga um verdadeiro centro de entretenimento. Com cinco teatros, cinco estúdios de ensaio, dois auditórios 4 restaurantes e seis bares é um dos lugares mais visitados de Sydney. Além do edifício ser maravilhoso, o visual do lugar é deslumbrante. Sentar em um dos bares para tomar um chopp e ver a noite chegar é delicioso. Do outro lado do Opera House está a famosa Harbour Bridge. Esta ponte liga o centro a uma região residencial e por ela passa alem dos automóveis as linhas de metrô. No Reveillon acontece uma tradicional queima de fotos na ponte que proporciona um visual incrível. Existe uma empresa que leva grupos até o alto dos 134m desta ponte. Prepare o bolso se quiser subir: o passeio não é barato.


Opera House

Opera House

Harbour Bridge


Bem ao lado do Opera House, está o parque Royal Botanic Garden. Esse jardim botânico possui várias espécies de árvores e plantas australianas e do resto do mundo. Super bem cuidado e enorme possui uma vista linda da cidade além de ser um passeio super agradável.


Jardim Bôtanico


Também próximo ao Opera House existe um bar muito interessante chamado "Minus 5º". Este bar é todo de gelo, isto é, o copo é de gelo, as mesas as cadeiras a decoração, tudo é de gelo. Devido à temperatura, você recebe uma capa e pode ficar no máximo 40 minutos. Só vodka é servido porque sua temperatura de congelamento é muito baixa. É uma experiência bem curiosa!


Minus 5º


The Rocks: O bairro mais antigo de Sydney possui uma bela arquitetura além de vários pubs, lojas, bares e restaurantes. Fica bem no centro da cidade mas você sente que fez uma viagem no tempo, tamanho o contraste dos edifícios antigos com a modernidade dos arranha céus que predominam no centro.


The Rocks


Parque Olimpico: Totalmente reestruturado para abrigar as olimpíadas de 2000 fica a 20 Km do centro. A região hoje não é muito movimentada, porém vale a pena uma visita. Possui um estádio onde acontecem vários shows de música de grandes artistas. Possuem alguns espaços com atividades interativas que contam a história das olimpíadas na cidade.


Parque Olímpico

Tocha Olímpica


Hyde Park: Localizado no coração da cidade, é muito frequentado pela população. Serve como uma válvula de escape para trabalhadores na hora do almoço e no final do expediente. Os piqueniques nos gramados são muito comuns. No final de tarde morcegos dão um show de acrobacia aérea entre as árvores.


Hyde Park


Darling Harbour: É um centro de entretenimento com shoppings centers, lojas, bares, restaurantes, boates e abriga o Sydney Aquarium, com exposições permanentes de tubarões, arraias, tartarugas e vários peixes que são encontrados na Barreira de Corais. Lá também existe um jardim japonês muito bem cuidado. Outra visita imperdível é ao Wildlife World. Neste local estão expostas várias espécies da fauna Australiana. É a oportunidade de se ver cangurus e coalas, podendo até estar junto a eles.


Sydney Aquarium

Cangurú

Coala


Sydney Tower: No alto dos seus 250 metros, é possível ter uma vista de 360º de Sydney. Está localizada bem no centro da cidade.


Sydney Tower

Praias: Sydney possui mais de 50 praias porém as mais famosas e mais procuradas são Bondi Beach e Manly.  Na primeira (por sinal minha preferida), chega-se facilmente de ônibus. O percurso dura aproximadamente 30 minutos. É uma praia que tem muitos brasileiros, já que é mais barato morar em Bondi. Muito procurada por surfistas essa praia além de muito bonita possui vários bares e restaurantes deliciosos. Moradores de Bondi têm uma vida à parte da cidade. Manly, também é muito bem frequentada, porém possui uma faixa de areia muito estreita. Para chegar a Manly é preciso pegar uma balsa em Circular Quay. Apenas um alerta: dizem que o buraco na camada de ozônio encontra-se em cima do continente Australiano, logo, abuse do filtro solar!


Bondi Beach

Bondi Beach

Manly  Beach


Noite: A noite de Sydney é super agitada e como disse mais acima as pessoas bebem pra valer. A maioria das casas noturnas estão ao longo da Oxford Street. Nesta rua todas as tribos se encontram e a noite não tem hora para acabar. É muito comum você estar em um bar ou uma boate e alguém chegar com um panfleto de um after hour que resolveram fazer de ultima hora no espaço tal. Se a bateria não tiver acabado, pode ir que certamente estará cheio!

No meu último dia em Sydney, Lara providenciou um delicioso piquenique de despedida no outro lado da Baía. Foi uma despedida emocionante com um pôr do sol maravilhoso. Minha experiência em Sydney foi fantástica e tenho muitas saudades de lá. Pretendo voltar um dia e visitar Lara e Michael.


BARREIRA DE CORAIS

A Austrália possui a maior barreira de corais do mundo, que segundo a lenda pode ser vista da lua. Possui 2300 Kms de comprimento e está localizada na região nordeste do continente. Como já havia cruzado o mundo para chegar à Austrália, não podia perder a oportunidade de conhecer esse lugar. Existem várias cidades que são pontos de partida para conhecer a barreira, porém queria ir a um lugar menos explorado pelo turismo e que os corais estivessem mais intactos. Após muito pesquisar optei por Arlie Beach. Pequei um vôo até Brisbane e depois outro até Arlie Beach. Essa cidadezinha possui várias excursões a diversos pontos da barreira entre elas um lugar chamado Whitsundays. Só de ver por fotos já fiquei super excitado em conhecer. Depois que vi ao vivo e à cores fiquei mais surpreso ainda! O azul do mar e o branco das areias de sílica dão um contraste inacreditável. Até hoje foi um dos lugares mais maravilhosos que conheci. O passeio incluía um mergulho nos corais. A explosão de cores debaixo d'água é incrível! Corais e peixes fazem um mosaico de diferentes tonalidades e cores que impressiona.


Visão aérea Whitsunday

Whitsunday

Mergulho na barreira de corais

Fiquei hospedado em um albergue que era dividido em várias casinhas no meio de uma mata. No aeroporto peguei uma van até o albergue e fiz amizade com uma japonezinha que morava em Nova Iorque e estava buscando os mesmos passeios que eu. Por sorte ela também estava hospedada no meu albergue. No nosso passeio até Whitsunday, conheci uma paulista muito gente boa que também se juntou à nossa turma. Ficamos hospedados 3 dias em Arlie Beach, porém 2 seriam suficientes. A cidade apesar de bonitinha não tem absolutamente nada para fazer. É toda voltada para o turismo na barreira de corais, logo, fica super vazia durante o dia (todos estão no mar) e à noite todos vão para o mesmo bar. Foi muito divertido por ter conhecido muitas pessoas, mas tirando isso ou você contrata passeios todos os dias (eles são caríssimos), ou melhor ficar o mínimo de tempo possível.


Albergue em Arlie Beach




CAPE TOWN - ÁFRICA DO SUL

Afim de minimizar o cansaço da quantidade de horas voadas e ao mesmo tempo conhecer um lugar novo optei por fazer um stop na África do Sul e ficar 4 dias na Cidade do Cabo. Meu voo parava em Joanesburgo e comprei um voo interno pela Cia áerea Kulula, até a Cidade do Cabo. Tinha lido um pouco sobre Joanesburgo e não animei muito a conhece-la devido a várias histórias sobre a violência da cidade.

A Cidade do Cabo é realmente muito diferente. Considerada uma das cidades mais bonitas do mundo, ela não parece uma cidade africana. É totalmente estruturada para o turismo e isso lhe confere uma certa organização e estrutura diferente do que estamos acostumados a ouvir da África. Ainda assim, depois que cheguei no albergue escolhido já passava das 21:00 hs e resolvi descer e procurar algum lugar para comer na rua. Fiquei extremamente assustado porque em dois quarteirões me ofereceram cocaína 4 vezes. Resolvi dormir com fome mesmo e voltei rapidinho para o albergue. É fato que o albergue que escolhi ficava na Long Street, a rua mais central da cidade. Depois descobri que existiam bairros menos perigosos, mas minha escolha foi acertada porque estava próximo a tudo e isso me era importante já que ficaria apenas 4 dias na cidade. No primeiro dia fiquei conhecendo o recepcionista do albergue. Um cara muito gente boa que me ajudou muito na indicação dos melhores passeios a fazer. 

Faltava um pouco mais  de 2 anos para a copa do mundo de 2010 e Cape Town estava totalmente voltada para o evento. Aeroportos em obra, ruas e avenidas sendo recapeadas, propaganda por todos os lados enfim, o assunto da pauta era a Copa do Mundo. Obviamente toda vez que me apresentava como brasileiro primeiro vinham as piadinhas de quem seria o campeão etc etc. Mas logo em seguida vinha o tapinha nas costas e o inevitável: "vocês são os melhores do mundo"!!!!




Conhecida como "Mama Africa", Cape Town está localizada na província de Western Cape bem ao sul do continente Africano e muito próximo ao Cabo da Boa Esperança. Foi descoberta em 1488 por Bartolomeu Dias que explorava os mares com direção às Índias. Hoje é uma cidade que abriga com carinho várias nacionalidades e mistura o tradicional com o moderno com muito charme e um certo exotismo. 

No primeiro dia fui conhecer a famosa Table Mountain. Vista de todos os cantos da cidade, essa montanha recebe este nome por ter o formato de uma mesa. Um teleférico nos leva ao cume dos seus 1086m e a vista que se tem de lá é deslumbrante. No topo desta montanha é impossível não concordar que Cape Town está entre as cidades mais bonitas do mundo. Existem muitas trilhas no alto da montanha logo coloque a preguiça de lado e vá explorar esse belo local.


Vista de cima da Table Mountain

Table Mountain


No final da tarde fui conhecer o Waterfornt. Esse shopping ao ar livre com estilo Vittoriano, mais parece cenário de filme. Possui várias lojas, restaurantes, bares e dezenas de artistas se apresentando por todos os lados. Sem contar o excelente visual do mar e da Table Mountain. Focas tomando sol no cais são presença garantida. A iluminação noturna dá um toque especial no cenário. 


Waterfront

Apresentação de percussão no Waterfront


À noite voltei ao albergue e para minha grata surpresa estava tendo um show de música africana que ficava no primeiro andar do prédio. Me esbaldei ao som daquela percussão africana. E para maior surpresa ainda o espetáculo seguinte era de bossa nova, com um africano cantando Música Popular Brasileira. Uma noite inesquecível!!!

No dia seguinte havia contratado um passeio até o Cabo da Boa Esperança. Uma van me buscou na porta do albergue e o passeio consistia em uma parte de van e outra de bicicleta. Chegamos em um ponto que fizemos um lanche e as bicicletas foram distribuídas entre nós que faríamos uma trilha até um ponto de encontro previamente acertado. Nesta trilha passamos por várias paisagens deslumbrantes e pudemos ver alguns animais como antílopes e macacos. Chegando no ponto de encontro, paramos para almoçar. Foi quando recebemos a visita de alguns macacos babuínos. Já tínhamos comido e estávamos chupando pirulitos distribuídos pelo guia. Quando os babuínos apareceram imediatamente o guia ordenou que jogássemos os pirulitos longe. Foi quando os macacos correram e pegaram para eles. Depois o guia nos explicou que quando vêm qualquer tipo de  comida os babuínos atacam para pegá-la e eles possuem uma força enorme. Passado o susto seguimos viagem novamente até o Cabo da Boa Esperança, agora novamente na van. O local é simplesmente fantástico. No encontro do Oceano Atlântico com o Índico é evidente a diferença da cor entre os dois. Um belíssimo espetáculo da natureza. Na volta do passeio visitamos ainda uma praia habitada por pinguins além de outras belíssimas praias da cidade!


Cabo da Boa Esperança




Cabo da Boa Esperança


Macacos Babuínos

Praia dos pinguins


No terceiro dia optei por explorara a cidade à pé. Foi um passeio fenomenal. Cada quarteirão que eu entrava era uma surpresa. A lojas com artigos africanos são fantásticas. Esculturas, roupas, artesanato, enfim, é impossível não se encantar e querer comprar tudo que vê pela frente. 


Centro de Cape Town

Centro de Cape Town

Loja de artesanato


Os vinhos Sul Africanos são muito apreciados mundialmente e existem vários passeios a vinícolas da região. 

Cape Town é uma cidade de contrastes e de uma beleza incrível. Está há aproximadamente 8 horas do Brasil e é um destino relativamente barato. Nosso real vale muito por lá. O povo é muito hospitaleiro e adoram os brasileiros. Foi uma experiência incrível passar esses 4 dias na África do Sul. Não tive a oportunidade de fazer um típico Safári Africano, mas pretendo voltar um dia, porém optarei pelo Kenia, onde dizem que estão os melhores lugares para fazer um Safári. 


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