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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Thailandia, Malásia, Cingapura e Alemanha

Esse será o primeiro post que farei praticamente on-line. Viajo em 2 dias e como prometido quando voltar atualizo os destinos anteriores que ainda não tive tempo de colocar. Farei esta viagem com um grande amigo Espanhol, morador da minha amada Barcelona. Nos conhecemos desde a primeira viagem que fiz à Europa em 2002. Sempre tivemos vontade de fazermos uma viagem juntos, porém nunca conseguimos conciliar. Desta vez deu certo e o roteiro foi inicialmente sugerido por ele e automaticamente aceito por mim. Conhecer a Indochina sempre despertou meu interesse. Inicialmente escolhemos os países: Thailancia, Malásia e Singapura. Depois começamos a estudá-los para definir quais cidades conhecer. Fechamos o roteiro, porém nos demos o direito de alterar algum destino ou outro de acordo com o que acharmos da cidade. Aproveitarei que minha conexão é em Frankfurt (Alemanha) e farei um stop de 3 dias nesta cidade. Como já disse algumas vezes, o bom de viagem longa é aproveitar os stops para conhecer uma nova cidade e diminuir o cansaço de ficar muitas horas dentro de um avião. Os trechos aéreos já definidos são:

Trecho 1: São Paulo - Bangkok (voando TAM + Thai Airlines)
Embarque em SP às 21:55 hs e desembarque em Frankfurt às 14:30 hs do dia seguinte
Embarque em Frankfurt às 20:15 hs e chegada em Bangock às 11:55 hs do dia seguinte.
Trecho 2: Bangkok - Chiang Mai (voando Air Asia)
Embarque em Bangock às 12:50 hs e chegada em Chian Mai às 14:00 hs
Trecho 3: Chiang Mai - Singapura (voando Air Asia)
Embarque em Chiang Mai às 16:15 hs e chegada em Singapura às 20:20 hs
Trecho 4: Krabi - Bangock (voando Air Asia)
Embarque em Krabi às 19:10 hs e chegada em Bangock Ás 20:30 hs
Trecho 5: Bangock - Frankfurt (voando Lufthansa)
Embarque em Bangock às 23:55 e chegada em Frankfurt às 06:10 hs do dia seguinte
Trecho 6: Frankfurt - São Paulo (voando TAM)
Embarque em Frankfurt às 22:40 hs e chegada em São Paulo às 07:22 hs do dia seguinte

Os valores pagos foram:
Trecho 1, 5 e 6: U$ 1850,00
Trecho 2: U$ 77,00
Trecho 3: U$ 121,83
Trecho 4: U$ 65,18

Os demais trechos provavelmente faremos de trem e vou detalhando no decorrer da viagem. Bom, malas prontas e muita expectativa dentro delas.


BANGKOK

Cheguei hoje em Bangkok depois de uma viagem bem conturbada. Não cheguei em São Paulo a tempo de pegar a conexão para Frankfurt, porém, depois de muito brigar, a cia aérea conseguiu me embarcar para Paris e depois Bangkok. Fiquei esperando no aeroporto de Paris 6 horas até o embarque para Bangock, mas quando entrei no avião da Thai Airlines, me esqueci de todos os contratempos. As comissárias de bordo nos recebem com um mega sorriso no rosto e com as duas mãos juntas como em oração. O avião além de bem mais confortável que os outros que já viajei alterna luzes de diferentes cores dando um clima todo especial!




Típica saudação Tailandesa

O aeroporto de Bangkok é super moderno e foi muito fácil encontrar meu amigo que já estava há duas horas me esperando. Pegamos um táxi que nos custou 400 Baths (aprox ) e fomos direto para o hotel. A dica aqui é descer um andar abaixo do desembarque onde tem um "ponto de táxi", que você paga antecipado pela corrida. Dessa forma não fica sujeito a "surpresas" do taxímetro e não precisa ficar tentando explicar seu destino para alguns taxistas que não entendem nada de inglês.



Aeroporto de Bangkok


Nosso hotel em Bangkok era excelente ( Somerset Lake Point). Quarto e banheiro enormes além de serviço de Wifi disponível 24 horas e um ótimo café da manhã. O preço foi ótimo e fizemos a reserva pelo booking.com (como todos os outros). Sua localização era no centro comercial de Bangock. Isso significa que estávamos muito próximos a todos os shoppings e edifícios modernos da cidade, porém um pouco afastado da região onde fica os principais templos. O deslocamento é horrível, porque além do trânsito ser realmente caótico, vários taxistas não entendiam o que falávamos e inúmeras vezes tivemos que trocar de táxi porque o motorista não entendia (ou fingia que não entendia) o nosso destino.

Primeiro dia chegamos ao hotel, deixamos nossas malas e pegamos um táxi direto para o centro histórico de Bangkok. Já era noite e queríamos jantar. Tínhamos como referência a famosa Kao San Road, que é a rua com a maior concentração de turistas da cidade e funciona 24 horas. Nela já é possível se ter uma idéia do que a cidade nos reserva. Comércio, comida de todos os tipos espalhadas pela rua, Tailandesas oferecendo souvenires e massagens, Tailandeses oferecendo vários tipos de produtos e a possibilidade de assistir aos famosos "ping pong shows". Trata-se de mulheres que fazem coisas absurdas com suas genitálias, como lançamento a distância de bolinhas de tênis e ping pong. Depois de andar pela região, sentamos em um restaurante para jantar. A maioria dos restaurantes possuem cardápios com as fotos dos pratos para melhor entendimento. A comida Tailandesa já é mundialmente conhecida por seu forte tempero e abundancia na utilização de vegetais. Por não ter um estômago muito forte, resolvi não arriscar no primeiro dia e pedi frango!
Depois do jantar, já a caminho do hotel, passamos na frente de uma agência de turismo e resolvemos consultar que passeios eram oferecidos. Estávamos decididos que queríamos conhecer o "Tiger Temple", que ficava há aproximadamente 250 km de Bangkok e é um lugar onde os monges criam vários tigres desde filhotes. Neste lugar é possível estar próximo aos tigres e tirar fotos com eles. Pela distância, imaginamos que uma excursão até o local seria mais viável. De fato, existem várias opções de tours e encontramos um que nos interessava, porém como era a primeira agência que consultávamos, resolvemos fazer uma pesquisa de preços no outro dia e decidir pela melhor opção. Voltamos para o hotel e caímos na cama como rochas.



Kao San Road



Típica barraca de comida na Kao San Road



"Chicken" para o jantar!


Segundo dia: Depois de um revigorante café da manhã, voltamos ao centro histórico da cidade já com um roteiro pré programado. 3 são os templos mais importantes e visitados da cidade: Wat Pho (onde está o Buda dourado, na posição deitada - um dos maiores Budas existentes com aproximadamente 46 metros), Grand Palace (abriga o Buda de esmeralda e é um complexo com vários palácios de beleza indescritível) e What Arun (arquitetura totalmente diferente de todos outros, fica do outro lado do rio). Os três templos estão muito próximos sendo que para o What Arun é preciso atravessar o rio em barco-táxi. Todos os templos cobram entrada: em outubro de 2011, época da minha viagem os valores foram: 100 BHT para What Pho, 400 BHT para Grand Palace e 50 BHT para Wat Arun. Cuidado com os vendedores de passeios de barco que te abordam nesses locais: eles oferecem um passeio até o mercado flutuante (que consiste em um mercado onde são comercializados diversos produtos dentro de balsas que ficam em um rio), porém não é o mercado flutuante original. Neste passeio devem ter uns 4 ou 5 barquinhos que te oferecem alguns produtos que também estão à venda na cidade e o barqueiro ainda leva comissão sobre sua compra. Se quiser apenas relaxar e fazer um passeio pelo rio, tudo bem, aceite a oferta, mas se a intenção é conhecer o verdadeiro mercado flutuante não vá. O verdadeiro fica bem distante de Bangkok. Eu caí na bobeira de fazer o passeio mas não me arrependi. O calor estava infernal e foi um momento para relaxarmos e fazer um passeio pelo rio. Para finalizar pedimos ao barqueiro que nos levassem ao templo Wat Arun e nos esperassem para nos deixar de volta ao ponto de partida. Acabamos economizando no barco-táxi para ir até o templo...
Levamos um dia inteiro nessas visitas e depois resolvemos voltar a pesquisar nosso tour até o Tiger Temple, porque faríamos isso no outro dia. Pesquisamos em umas 3 agências e o roteiro que mais tínhamos agradado foi o da primeira que havíamos visto na noite anterior. Voltamos na agência e fechamos o pacote pela bagatela de 600 BHT por pessoa. Nos pegariam no hotel às 07:00 hs do dia seguinte e como já estávamos bem cansados, pegamos o famoso Tuk Tuk (uma espécie de motocicleta para 2 ou 3 passageiros que estão por toda parte da cidade), demos uma volta por chinatown e voltamos ao hotel para usufruir um pouco da piscina e relaxar.



Buda Deitado - Wat Pho


Wat Pho



Wat Pho




Grand Palace



Grand Palace


Grand Palace


Grand Palace



Grand Palace



Wat Arun

Wat Arun



Passeio de barco pelo rio de Bangkok



Tuk Tuk



Piscina do hotel




Terceiro dia acordamos bem cedo, tomamos café e fomos para a porta do hotel aguardar a van que nos levaria para a excursão. Às 07:00 hs em ponto eles chegaram. Depois de pegar outros hóspedes em outros hotéis nos levaram novamente até a Kao San Road. Aí entendemos que apesar de existirem várias agências de viagens, elas acabam trabalhando em conjunto. Todos os turistas se encontram neste mesmo local e os funcionários vão pregando adesivos coloridos em nossa camisa que indica os lugares que iremos. Depois da divisão feita, as pessoas com as mesmas cores entram na van e partem para seu destino. O nosso consistia em: Visita a um cemitério da segunda guerra mundial, visita à Ponte do rio Kwai, um Riding de Elefante, uma parada para almoço, uma descida em um rio numa espécie de jangada feita de bambu, que eles chamam de "Bamboo Rafting", mas que está longe de ser um rafting, depois seguíamos a umas cataratas e por último ao Tiger Temple. Esses locais são muito longe (a primeira parada estava ha 3 horas de Bangkok), e por esse motivo tudo é muito rápido. Não gostei desta sensação de fazer tantas coisas em tão pouco tempo. A coisa funcionava mais ou menos assim: Parada no cemitério da segunda guerra: 15 minutos pra foto e voltem para a Van. Parada na ponte do rio Kwai: 20 minutos para visitação e voltem para a van.... E assim sucessivamente. Os pontos fortes do dia foram as cataratas que são bem bonitas (apesar de cheia e de não termos tido tempo de desfrutá-la) e o Tiger Temple. Você pode realmente tocar nos animais sob a supervisão dos funcionários do local e é uma sensação ótima. Apesar da correria recomendo que reservem um dia para fazer uma excursão. É a forma mais barata e prática de conhecer as redondezas de Bangkok. Nos deixaram na mesma Kao San Road e decidimos voltar para perto do hotel, para explorar um pouco a região e jantar por lá. Esta região é repleta de shoppings centers e alguns deles com as mais famosas grifes mundiais. Channel, Gucci, Marc Jacobs, DKNY, Prada etc etc. Não achem que só porque estão na Tailandia os preços são atrativos, porque não são. Descobrimos um restaurante de comida japonesa que pagaríamos 300 BHT e poderíamos comer e beber o quanto quiséssemos por 3 horas. Foi a descoberta perfeita!!!! Uma variedade de sushis, sashimis, e outras raridades que nunca tinha visto que não dava para acreditar no preço que estávamos pagando. Todo momento achei que teria uma pegadinha no final, mas não teve. Depois fui ver que esse tipo de restaurante é muito comum na Tailandia. Imagina se comemos muito????

O quarto dia era nossa viagem a Chiang Mai, no norte da Tailandia. Fizemos o check out no hotel e pegamos um táxi até o aeroporto (nesta volta pagamos 100 BHT a menos que na ida). Chegamos a Chiang Mai no meio da tarde depois de um vôo de aproximadamente 1 hora.


CHIANG MAI

Ficamos no hotel Suriwongse. Há aproximadamente 15 minutos de táxi do aeroporto (100 BHT), o hotel tem uma das melhores localizações da cidade, no coração do Night Bazaar, que é onde se concentra boa parte do comércio. Como chegamos no finalzinho da tarde, resolvemos buscar uma agência de turismo para definir o que iriamos fazer na cidade. Apesar de saber que Chiang Mai já foi a capital da Tailandia, que possui uma das maiores concentrações de templos do país e que abriga as principais escolas para monges, nosso principal motivo de ter ido a esta cidade era visitar e conhecer um pouco das famosas "mulheres girafas". O principal pacote vendido pelas agências consiste em uma excursão até uma cidade chamada Chiang Rai que fica na divisa com os países de Myanmar (antiga Birmânia) e o Laos. O passeio inclui visitas a vários pontos turísticos e entre eles às tais mulheres girafas. Eu já havia lido que nesta região, não existe mais uma "tribo" propriamente dita, e que elas estão lá, meio que em comum acordo com as agências de turismo, para tirar fotos e ganhar dinheiro. Fiquei frustrado com essa possibilidade, porque não era apenas uma foto que queria, e sim conhecer mais sobre seu estilo de vida e por isso resolvemos adiar para o dia seguinte a compra do "pacote". Já havíamos andado muito e resolvemos voltar ao hotel de táxi. Nessas conversas informais com taxistas, descobrimos que o nosso era um dos guias turísticos oficiais da região e perguntei se havia uma forma de conhecer uma verdadeira tribo das mulheres girafas e para minha surpresa sim, e esta tribo estava muito próxima à cidade que estávamos: Chiang Mai. Ele disse que poderia entrar em contato com um outro amigo taxista, para que ficasse o dia inteiro conosco mostrando algumas atrações da região inclusive a visita à tribo. Moral da história: pagaríamos 1600 BHT cada um para a tal excursão a Chiang Rai, e pagaríamos apenas 800 BHT para ter um motorista à nossa disposição um dia inteiro!!! Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido e agendamos para que nos buscássemos no hotel às 08:30 hs do dia seguinte.

No horário marcado nos esperava na porta do hotel o simpático "Champion"!. Sim, este era seu nome. Seu inglês era meio sofrido como o da maioria dos asiáticos, mas com muito esforço conseguimos nos entender. Primeiramente nos apresentou algumas opções de passeio e decidimos visitar um parque de elefantes, as mulheres girafas, um show com serpentes e uma espécie de "aventura na selva", com tirolezas, trekkings, etc. O passeio durou o dia inteiro e foi ideal, já que ficávamos em cada lugar pelo tempo quiséssemos. Visitamos a tão esperada tribo das mulheres girafas, no meio da tarde e foi uma experiência muito legal. Elas realmente vivem lá e a forma de subsistência é o artesanato. Passam quase o dia inteiro em teares fazendo colchas, cobre leitos, caminhos de mesas etc etc. Tudo que fazem está exposto na porta de suas casas para vender. São extremamente simpáticas. Começam desde crianças a colocar anéis no pescoço e quase que anualmente vão aumentando a quantidade desses anéis de forma que os ombros são forçados para baixo e o pescoço se alonga um pouco. Usam os mesmos anéis nos braços e pernas. A visita aconteceu em um sábado e não sei se foi por isso, mas os maridos estavam todos dentro de casa de perna para o ar!!! Prefiro acreditar que por ser final de semana eles estavam de folga no trabalho do que pensar que vivem às custas do trabalho das esposas..... Chegamos ao hotel já a noitinha, tomamos um banho e fomos dar uma volta no Night Bazaar na promessa que faríamos uma massagem tailandesa antes de voltar ao hotel para relaxar. Uma outra atração muito comum na região é a "esfoliação" feita nos pés por uma certa espécie de peixe. Você coloca seus pés em um aquário e imediatamente centenas de peixes começam a "comer" as células mortas dos pés e pernas. Inicialmente é muito estranho porque faz muitas cócegas, porém aos poucos se acostuma. Encontramos um local que havia uma série de computadores onde era possível acessar a internet enquanto a "esfoliação aquática" acontecia!!!. Juntamos o útil ao agradável e por meia hora estivemos no local. Estávamos famintos e antes de irmos fazer a massagem resolvemos jantar. Existem vários restaurantes pela Tailândia especializados em frutos do mar onde você escolhe o que vai comer ainda vivo! Você vai até o balcão escolhe entre os disponíveis (peixe, camarão, lagosta, etc etc) que é pesado e feito de acordo com sua solicitação. Além de barato é delicioso! Confesso que os restaurantes não são os mais limpos nem os mais bonitos que existem, porém comer frutos do mar frescos com um preço excelente é imperdível!  Por toda Tailandia existem milhares de portinhas com dezenas de mulheres oferecendo para te fazer massagem. Existem preços para todos os bolsos. Optamos por um local um pouco mais sofisticado que ficava ao lado do hotel para fazer a massagem. A massagem tailandesa, durante sua execução, não tem nada de relaxante. As massagistas colocam muita pressão todo tempo e sobem em cima de nós em alguns momentos, porém, depois de finalizada você se sente outra pessoa. Parece que tudo voltou ao lugar novamente. Foi incrível.



Templo em Chiang Mai



Parque dos Elefantes




Dentro do parque



Uma adolescente já com anéis no pescoço




Mulher girafa trabalhando




Show com serpentes




"Esfoliação aquática"




Restaurante de frutos do mar



No terceiro dia, voaríamos para Cingapura às 16:00hs e resolvemos dormir até mais tarde, ir direto ao aeroporto e almoçar por lá. Na saída da Tailândia me ocorreu um contratempo que quase acaba com meu humor. Havia comprado em Bangkok um Buda de bronze de uns 50 cm de altura e bem pesado e estava eu a viajar com este Buda desde então e o mesmo me acompanharia até o final da viagem. Passando minha mala pelo raio x do aeroporto, o fiscal me pede para aguardar e chama alguém pelo rádio. Após uns 10 minutos de espera me chega um outro fiscal com a polícia e me perguntam o que eu tinha na mala. Na maior naturalidade do mundo respondi que um Buda e perguntei o porque da pergunta. Na sequencia perguntaram se eu era Budista e na mesma naturalidade respondi que não. Me disseram então que teriam que reter meu Buda com eles, porque ele não era um souvenier e sim um Deus para sua população. Foi aí que entendi o que estava acontecendo e imediatamente entendi que tinha que mudar meu discurso caso quisesse ter meu Buda de volta. Cheguei para o fiscal e disse: "Veja bem, na verdade eu não sou Budista ainda! Uma das razões de eu estar visitando a Tailândia é conhecer um pouco mais sobre esta religião e eu não acho justo voce me impedir de ter meu próprio Buda na minha casa, para minhas orações etc etc etc." Depois de tão emocionante depoimento, conversaram entre eles e acabaram me liberando!!!!. Me senti pronto para trabalhar na rede globo!!!!!


O famoso Buda!




CINGAPURA

Chegar ao aeroporto de Cingapura já é uma experiência incrível. Seguramente o mais moderno que já conheci. Bonito, organizado, limpo como quase tudo nesta cidade/país. Sim, Cingapura é ao mesmo tempo uma cidade e um país. Sua moeda é o dólar cingapurense. Analisando meus dias por lá, é inevitável ter a sensação que Cingapura se parece com uma cidade cenográfica. Há câmeras espalhadas por toda esquina - uma espécie de Big Brother - e várias placas do que "não se pode" fazer! Caso você transgrida algumas destas proibições, está sujeito a pagamento de multas, algumas caríssimas. Apenas para citar alguns exemplos, não é permitido entrar nas estações do metrô comendo ou bebendo nada, não é permitido fumar em vários locais (mesmo ao ar livre), não é permitido andar de bicicleta em alguns locais, o homosexualismo também é proibido, não é permitido cuspir chiclete na rua etc etc etc.
Juntamente com Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan, Cingapura forma o chamado grupo dos "Tigres Asiátios". É um país/cidade rico, com um dos portos mais movimentados do mundo, um turismo pulsante e uma economia em acensão. Masseratis, ferraris e porches são frequentes na rua, e isso explica ter uma das maiores rendas per capta do mundo. Para quem saiu da Thailandia e chegou em Cingapura como eu, é inevitável não se assustar com as diferenças de preço... Cingapura é muito mais cara.
Desde o aeroporto é possível pegar um metrô até o centro. Dependendo do terminal de desembarque é necessário primeiro pegar uma espécie de trenzinho até a estação do metrô, mas nada complicado. Tudo é muito bem sinalizado. No metrô de Cingapura, você paga pela quantidade de estações percorridas. Uma dica legal é que quando você comprar a passagem de metrô,  a máquina emitirá um cartão magnético que depois de utilizado pode ser devolvido em qualquer outra máquina do metrô para receber 1 dólar Cingapurense de volta. Isso acaba fazendo a diferença, já que cada viagem no metrô será um novo cartão a ser comprado.
Diferentemente da Tailândia, Cingapura é uma cidade cara e optamos por um hotel central e mais econômico. Ficamos no Hotel Lavander que fica em cima de uma das estações de metrô da cidade. O hotel é enorme e sua proposta é como de outros "Low Cost", como a rede Formule One: muitos apartamentos de tamanho reduzido, com o básico necessário porém com muitas facilidades e ótima localização. Super recomendado para quem não faz questão de luxo e deseja gastar pouco.
Chegamos em Cingapura já era noite, porém como era sábado, mesmo cansados resolvemos tomar um banho e ir para a balada. O sistema de metrô da cidade atende bem, porém pára de funcionar muito cedo, aí a opção é mesmo o táxi (atenção pois em dois períodos do dia, existe a troca de turno dos taxistas e neste período nenhum táxi pára para voce. Vale a pena se informar antes que períodos são esses).
No dia seguinte começamos a explorar a cidade. Como em várias outras metrópoles, Cingapura conta com um sistema de ônibus chamado sightseen tour. São ônibus vermelhos de dois andares que fazem um percurso que cobre todos os pontos turísticos da cidade. Você pode descer em um ponto que seja de interesse, circular pela região e pegar o próximo ônibus para continuar o tour. Geralmente eles passam a cada 15 minutos. Optamos por utilizar este ônibus. O valor foi de 30 dólares cingapurenses. Neste caso estava incluído um passeio de barco pelo canal de Cingapura e o ticket era válido por 2 dias. Foi uma ótima opção, porque no primeiro dia visitamos uma parte da cidade e no segundo dia a outra, o que nos fez ganhar muito tempo.
Nossa primeira parada foi no Hotel Marina Bay. Muito conhecido por cartões postais, esse hotel é realmente fantástico. É possível avistá-lo de muitos pontos da cidade. São três torres conectadas acima por um grande terraço em forma de navio e que abriga uma enorme piscina de borda infinta. É a mais alta piscina do mundo. No passado era possível subir até a piscina, mas o fluxo de pessoas começou a ficar muito grande e acabou tirando a privacidade dos hóspedes. Por esse motivo separaram um espaço para turistas que não dá acesso à piscina. Mas ainda sim, vale a pena subir para contemplar a vista. O valor do ticket para subir é de 20 dólares cingapurenses. Em alguns dias da semana existe um espetáculo de luz e som na região do hotel por volta das 20:00 hs. É para ser visto da marina, do lado de fora do hotel, e é muito interessante. Bem ao lado do Marina Bay Hotel está a Singapour Flyer, roda gigante considerada a maior do mundo e construída segundo os princípios do Feng Shui para trazer sorte para a cidade. Muito parecida com a London Eye de Londres, porém com 30  metros a mais. Dela se tem uma excelente vista da cidade, mas é muito mais baixa que o topo do hotel. Em frente ao hotel existe um shopping center com um pool de lojas que agrada a todos os gostos, além de restaurantes, boates e outros entretenimentos.
Continuamos nosso tour de ônibus e fomos à famosa Orhcard Road. É uma rua de 2,2 km de extensão que deixa a 5a avenida de Nova Iorque no chinelo. É uma ostentação indescritível. As lojas mais caras que possa se imaginar estão nesta rua, porém não apenas uma delas e sim várias. Quem estiver disposto a colocar o cartão de crédito para funcionar, este é o lugar ideal, mas cuidado: Seu limite de crédito tem que ser beeem alto, porque é tudo caríssimo. Quem não quiser (ou não puder) gastar, ainda sim vale uma caminhada pela Orchard! A região é lindíssima.
O centro de Cingapura é composto de vários arranha-céus sendo que muitos deles são bancos e edifícios comerciais. A arquitetura é moderníssima, porém existem alguns bairros étnicos, como o bairro dos chineses, dos hindus, dos malaios etc. Nesses bairros você parece que viaja no tempo, porque a arquitetura muda completamente para a arquitetura dos países de origem.



Mesquita do Sultão



O mês que estávamos por lá, a comunidade hindu estava em plena celebração do Dipavalli ou Diwali, que é a celebração do Ano Novo. Também conhecida como Festa das Luzes, é um evento muito animado com duração de 5 dias. O principal templo da cidade ficava recebia visitantes fervorosos praticamente 24 horas por dia. Foi muito interessante conhecer um pouquinho mais sobre essa festa e essa religião.


Entrada do templo Hindu em dia de festa.


Interior do templo Hindu


A região ao entorno do Merlion (criatura imaginária com cabeça de Leão e corpo de Peixe), é a mais procurada pelos turistas e porque não dizer uma das mais bonitas da cidade. Essa região é o símbolo da cidade. Nesta região concentra-se o centro financeiro da cidade, o Marina Bay Hotel, o Esplanade Theatre, tudo ao entorno do Rio Cingapura. Caminhar pela margem do rio além de relaxante é uma bela forma de conhecer Cingapura. Esculturas feitas por famosos como Salvador Dali e Botero estão expostas nessa região. 



Merlion

Esplanada Theatre




Escultura de Botero





Bem ao lado da região do Merlion, está o Clarke Quay que é uma região repleta de barzinhos e muito agradável para passar a noite tomando um drink. 

Clarke Quay



Clarke Quay
Ao sul de Cingapura existe a Ilha de Sentosa. Esta ilha é muito voltada para o entretenimento. Nela está uma unidade de um parque da Universal, além de cassinos, cinemas, um aquário belíssimo e todo o tipo de divertimento que se possa imaginar. Sentosa conta também com algumas praias artificiais, que apesar de bonitas estão longe de parecer como as belas praia brasileiras. Vale muito uma visita a esta ilha. 


Ilha de Sentosa


Praia em Sentosa
Para os amantes da gastronomia, Cingapura é tentador. Em qualquer centro comercial que se vá a possibilidade de provar diferentes tipos de gastronomia é enorme. Deixe-se perder nos aromas e sabores deste lugar encantador e tire suas próprias conclusões sobre essa culinária tão peculiar.



KUALA LUMPUR

Moeda: Ringgit

A princípio, nossos planos eram ir de Cingapura a Kuala Lumpur por terra, e ir parando nas cidades que nos desse vontade. Depois de muita pesquisa chegamos à conclusão que gastaríamos muito mais dinheiro e perderíamos muito tempo, já que a distância não é tão pequena e o transporte também não é tão fácil (não existem trens que façam esse percurso de forma prática). Sendo assim, recorremos novamente à nossa tão utilizada Air Asia. O problema é que a cada cidade que passávamos nossas malas iam ficando mais pesadas e era sempre um stress para saber se poderíamos embarcar sem ter que pagar pelo excesso ( que custaria mais que o valor pago pela passagem). Não tínhamos noção da distância que o aeroporto ficava da cidade, e para nossa surpresa é enorme!!! Kuala Lumpur tem dois aeroportos principais que ficam a aproximadamente 55 km da cidade. A opção mais viável é mesmo o táxi. Quase impossível encontrar um taxista que faça a viagem com o taxímetro, logo é importante negociar o valor da corrida antes. A média cobrada é de MYR $ 100,00 que equivale a aproximadamente R$ 66,00. Algumas companhias aéreas, entre elas a Air Asia, já vendem um transfer de ônibus quando você está comprando a passagem pelo site. Como desconhecíamos a distância do aeroporto, não compramos esse transfer, mas como éramos duas pessoas, foi melhor assim, já que o custo foi dividido. Se está viajando sozinho e quer gastar menos dinheiro, talvez valha a pena o transfer.
Meu amigo que viajava comigo ficou incumbido de fazer a reserva de hotel. Conforme já dito no início ele é Espanhol (Barcelona), e conhecia um site (eu até então desconhecia), que possui ofertas de última hora para hotéis. Moral da história: fez uma reserva em um hotel 5 estrelas chamado Pacific Regency por uma baba!!! (na verdade, hotéis nessa cidade possuem excelentes preços). O hotel é realmente fantástico e depois de tantos dias viajando, foi como chegar em um oásis no meio do deserto. No alto dos seus 33 andares tem uma mega piscina com um restaurante/boate chamado La Luna. Muito bem frequentado por turistas e pela elite malaia, o La Luna promove happy hours quase que diariamente. A vista é de tirar o fôlego. O cardápio fantástico e os Djs convidados fazem a noite ficar muito agradável. Mesmo que você não fique hospedado neste hotel, sugiro reservar uma noite para tomar um drink no La Luna. Hóspedes não pagam para entrar, mas o valor não é nada impagável para se visitar por uma noite.



Piscina Hotel (La luna durante o dia)




Chegamos no hotel nessa noite e depois de um banho de longa duração, fomos dar uma volta na região do hotel para "reconhecermos o terreno". O hotel está muito bem localizado, a poucas quadras das famosas Torres Petronas. Apesar de termos decidido conhecer as torres no dia seguinte, tomamos ela como referência para nosso passeio e fomos caminhando em sua direção. A algumas quadras do hotel existem alguns bares e de cara começamos a ser "abordados" por algumas prostitutas. Por estar na Malasia, achei no mínimo curioso, porém no final da viagem, cheguei à conclusão que Kuala Lumpur é uma cidade muito democrática, onde todos os credos e raças convivem muito bem. Islamismo, Budismo, Cristianismo, Hinduismo, Taoismo..... todas as religiões estão presentes neste lugar e com uma convivência harmônica. Tomamos uma cerveja para relaxar um pouco e voltamos para o hotel para descansar.
No dia seguinte fomos direto conhecer as Torres Petronas. O quarto maior edifício do mundo (ficando atrás do Burj Khalifa, do Taipei e do Shangai Financial Center), possui 452 metros e abriga a companhia governamental de óleo do país, também chamado Companhia Petronas. As torres são realmente maravilhosas! Prateadas, devido ao aço utilizado refletem a luminosidade do sol e possui uma iluminação toda especial durante a noite. Existe uma espécie de parque na parte de trás das torres com um  lago que reflete sua imagem de forma incrível. No seu interior existe um enorme shopping center, com restaurantes e lojas para todos os gostos e bolsos. No alto das torres existe um mirante que provoca filas kilométricas para subir. A espera pode durar mais de 4 horas. O ideal é madrugar para conseguir uma das primeira senhas.
As Torres Petronas estão localizadas em uma região chamada Golden Triangle. Nesta região estão localizados os hotéis mais luxuosos, os centros comerciais e também a vida noturna da cidade. A região ao entorno das torres é chamada de Kuala Lumpur City Centre (KLCC), porém não confundir com o verdadeiro centro da cidade chamado City Centre.




Torres Petronas



Reflexo das Torres Petronas


Shopping no interior das torres

Fomos visitar o verdadeiro centro da cidade, o City Centre. Pegamos a linha vermelha do metrô (que por sinal atende muito bem a cidade), até a estação Pasar Seni. Neste lugar que realmente tivemos a sensação de estarmos na Malásia. Começando a caminhar pela região, nos deparamos com um mercado chamado Central Market que gastamos pelo menos duas horas dentro. Primeiro porque é um lugar fantástico, com lojas que vendem desde souvenires mais populares até equipamentos eletrônicos, passando por artesanatos incríveis. Segundo porque Kuala Lumpur é extremamente quente e este lugar possuía uma espécie de ar condicionado (na verdade estava mais para umidificador de ar). Aproveitamos para almoçar neste mercado, já que no segundo andar tem uma praça de alimentação com grande variedade de comida Malaia. Saindo do Central Market está o mercado Chinês. Todas as falsificações que vi na Thailândia ficaram fichinhas perto deste lugar. Encontra-se desde falsificações grosseiras até às mais parecidas. Os preços são convidativos e a pechincha é obrigatória. Andar sem rumo por esse centro é uma aventura que recomendo. 



Central Market

Central Market


Praça Alimentação Central Market




Mercado Chinês City Centre

Estávamos dispostos a continuar nossa imersão na cultura Malaia. Meu amigo estava com o guia da Lonely Planet e fizemos uma consulta para descobrir que outro bairro poderíamos conhecer. Fomos até a estação Kampung Baru (linha vermelha), conhecer o bairro de mesmo nome. Como era um bairro bem residencial, a princípio as pessoas nos olhavam meio desconfiados, porém era só fazer um aceno de mão que tudo ficava bem. A região era muito pobre, com casas muito simples e um cheiro insuportável. As vezes nos deparávamos com o contraste de casas caindo aos pedaços ao lado de uma mesquita toda imponente. Restaurantes abertos para a rua deixavam expostas aquelas comidas coloridas feitas por cozinheiras simpáticas que até pose para foto fizeram. Queríamos conversar com as pessoas mas não conseguimos, já que não falavam inglês e entender o malaio é missão impossível. No mínimo foi uma aventura e tanto, caminhar por aquelas ruas e ver um pouquinho da vida da população.



Bairro Kampung Baru



Uma casa do bairro

Restaurante



Barraca de frutas


Depois desse dia longo, resolvemos voltar ao hotel para descansar e curtir o happy hour na cobertura à noite. A vista deste lugar à noite se torna ainda mais espetacular. Tomar um drink ao som de uma boa música e com as Torres Petronas  iluminadas ao fundo não tem preço! O que era para ser apenas um happy hour se estendeu até as duas da madrugada e só fomos embora porque o dia seguinte seria bastante agitado também. Quando saímos o lugar ainda estava cheio.


Inicio do Happy Hour La Luna Bar ( vista do 33º andar)



Happy Hour

No dia seguinte fomos para o norte de Kuala Lumpur (aproximadamente 13 km) conhecer um lugar sagrado para os hindus chamado Batu Caves. São três cavernas principais (e algumas outras menores), localizada a aproximadamente 100 metros de altura e para alcançá-las é necessário subir nada mais nada menos que 272 degraus!!! Haja folego!!! Logo na entrada, existe uma estátua enorme de Hanuman, o Deus Macaco. Todo complexo que abriga a Batu Caves está repleto de macacos que por vezes são até agressivos. Eles estão sempre à busca de comida, portanto não ande por lá comendo ou bebendo nada. Eles são capazes de arrancar de sua mão. A vista do alto da escadaria é fabulosa! Sem dúvida vale a pena o esforço. Chegar ao Batu Caves é muito fácil. Basta ir até a estação central (que é uma bagunça) e pegar um trem que vai direto até as cavernas. No hall de entrada da estação central estará sinalizado o guichê que vende os tickets para lá. Agora não me recordo o valor, mas é baratíssimo. Não vá de ônibus, porque demora muito. De trem leva aproximadamente 20 minutos (fique atento apenas porque existem vagões exclusivos para mulheres). Quando estávamos no trem indo para Batu Caves, entrou um casal de irmãos que voltavam da escola. Durante toda viagem eles cantarolavam canções Malaias além de  estarem super concentrados na leitura de um livro. Não sei o porquê, mas fiquei fascinado com aquela cena e por isso a retratei.



Hanuman



Templo em Batu Caves



O faminto!!!



Escadaria Batu Caves

Dentro da caverna









Templo dentro da caverna

Entrada da caverna






Vagão exclusivo para mulheres

Irmãos malaios





PHUKET


Depois de conhecer a tão simpática Malásia, agora era hora de voltar para a Tailândia, mas especialmente para as praias paradisíacas Tailandesas!!! Nosso roteiro foi feito de forma a passar os últimos dias de pernas para o ar, curtindo apenas praias! Nosso destino mais esperado eram as ilhas Phi Phi. Conhecidas por serem as ilhas onde foram gravadas o filme "A Praia" com Leonardo di Caprio, esse era o local mais esperado para fecharmos nossa viagem com chave de ouro! A melhor forma de se chegar a Phi Phi é através da cidade de Phuket e da cidade de Krabi. Como meu vôo de volta saia de Bangkok e o vôo até Bangkok partiria de Krabi, optamos por chegar em Phi Phi pela cidade de Phuket. Novamente compramos um vôo pela Air Asia de Kuala Lumpur a Phuket.
Phuket é a maior ilha da Tailandia e está localizada no mar de Andaman. A principal região turística da ilha, onde estão localizados os maiores centros comerciais e a vida noturna da cidade é a praia de Patong (Patong Beach). Fomos lá que nos hospedamos e sugiro a todos que faça o mesmo. Conseguimos um hotel que o proprietário é um espanhol muito simpático, por um preço inacreditável: 14 euros a diária!!! A localização do hotel era fantásica (duas quadras da praia), além de computadores individuais em cada quarto. A única desvantagem é que alguns quartos não possuem janela, mas como o ar condicionado ficava ligado o tempo inteiro mesmo, nem fez falta. O hotel chama-se Palm Beach (reservado pelo booking.com).
Bom, Phuket foi uma surpresa e tanto. Vou falar de Patong Beach, porque foi o único lugar que ficamos. A cidade ferve!!! A vida notura é super intensa e um pouco voltada à depravação!!! A rua cheia de barraquinhas vendendo de tudo, misturado a bares de karaokes, restaurantes com música ao vivo, mulheres dançando em vitrines, boates para todos os gostos, uma rua exclusiva para o publico GLS, prostitutas e travestis oferecendo seus serviços, casas de massagens com garotas na porta convidando para entrar insistentemente, enfim, uma torre de babel!!! Tudo muito intenso!!! Pelas ruas de Phuket, você se depara a todo o tempo com mulheres belissimas..... o problema é saber se realmente são mulheres. A Tailandia é um dos países com o maior índice de cirurgias de mudança de sexo no mundo, e muitos desses transexuais estão em Phuket! Durante o dia, a cidade dá uma acalmada, e é possível curtir as belas praias de areia branca e mar azul. Tudo para repor as energias para mais uma noite agitada! O que tem para se fazer em Phuket é curtir praia e vida noturna. Nada mal para nossos últimos dias de viagem!!!



Show no meio da rua!

Mulherada dando o show no balcão!

Uma das ruas principais de Phuket

Até a Kombi vira bar!

Vale até demonstração de dança na vitrine!

Praia de Patong

PHI PHI ISLAND

Nossa última parada na Tailândia era a paradisíaca ilha Phi Phi. O verdadeiro nome desta ilha é Phi Phi Don, e é a única ilha habitada no estreito de Malaca, que é a região entre as cidades de Phuket e Krabi. A ilha é super pequena e totalmente voltada para o turismo. Durante o dia, a ilha fica bem vazia porque todos estão fazendo algum esporte ou excursão marítima. Durante a noite, todos se encontram no pequeno centro comercial para tomar um drink e relaxar. A vida nesta ilha anda  muito mais "light" do que em Phuket. Queríamos fechar a viagem em grande estilo e escolhemos um dos melhores hotéis da ilha. Fica de frente para o mar (na areia do mar para ser mais exato) e as acomodações são excelentes. Os funcionários possuem o maior cuidado para que sua experiência no hotel seja a mais agradável possível. O hotel chama-se Mama Beach e a diária custou 3200 Baths que equivale a aproximadamente R$ 210,00. Bem mais do que estávamos pagando nos outros hotéis, mas foi uma opção nossa: passar os últimos dias confortavelmente. Para se chegar à ilha é necessário pegar um barco no porto de Phuket. A viagem dura aproximadamente uns 50 minutos. O dono do hotel que estávamos hospedados em Phuket, agendou uma van que nos buscou na porta do hotel e nos levou até o porto (a van passa por vários hotéis pegando passageiros). Chegando em Phi Phi, tinha dois funcionários do hotel nos esperando para levar as malas (não existe carro na ilha, logo tudo é feito a pé), já que o hotel era o último da praia.
Em 2004 um enorme Tsunami arrasou a ilha. (também fez grandes estragos em Phuket e outras regiões da indochina). Os relatos dos sobreviventes são impressionantes e apesar da ilha já estar toda reconstruída ainda é possível notar alguns pontos que se mantém da mesma forma desde a época da catástrofe. O principal indício são as árvores, já que levam anos para crescerem novamente. Quando se vê uma foto da ilha antes e depois do Tsunami dá para perceber quão devastador foi. Por esse motivo, os moradores não descuidam a atenção e estão sempre em alerta. Várias rotas de fuga estão sinalizadas na ilha.
Sem ser exagerado ou superlativo, Phi Phi e seus arredores são um pedaço do paraíso na terra! Nunca presenciei tamanha beleza (e olha que já viajei). É um contraste de falésias altíssimas, com azul do céu, o verde do mar e o branco da areia das praias.... Foi tudo que esperávamos e muito mais. Existem várias opções de passeio comercializada por operadoras de turismo que ficam no centro comercial. Mergulho com ou sem cilindro, snorkel,  passeios de lanchas, jet ski, canoa, enfim, uma infinidade de opções Queríamos conhecer a famosa ilha chamada Maya Bay, onde foi gravado o filme "A Praia" e foi a único passeio que compramos. A excursão dura um dia inteiro e vai parando em lugares incríveis para se mergulhar de snorkel até chegar a esta ilha onde ficamos por 3 horas desfrutando. Existem sensações que adjetivos não descrevem, por isso sugiro que cada um que tenha  a oportunidade faça essa viagem e tenha a própria experiência. Cada operadora cobra um preço para esse passeio, logo sugiro que façam uma pesquisa em algumas (a ilha possui várias delas).
Os restaurantes em Phi Phi são fantásticos. Frutos do mar frescos que você pode escolher ainda vivos! Em um lado da ilha (onde está o porto e de onde saem os barcos), existem menos opções de restaurantes (apesar de serem ótimos). O agito e a maior concentração deles está do lado oposto (10 minutos de caminhada ou menos). 


Hotel Mama Beach


Quarto hotel

Praia do hotel




Atenção sempre!


Caverna

Passeio em direção a Maya Bay






Maya Bay


Maya Bay


Maya Bay




FRANKFURT


Como meu vôo de volta fazia escala em Frankfurt e aproveitar uma conexão para conhecer um novo lugar é uma máxima minha, depois da paradisíaca Phi Phi Island, cheguei na gelada cidade de Frankfurt. Gelada mesmo, estava fazendo 3 graus negativos!!!
Depois de Phi Phi, peguei um outro barco até a cidade de Krabi, já no continente (a travessia também dura em torno de 50 minutos), e do porto de Krabi um táxi até o aeroporto da cidade. Viajei novamente pela Air Asia até Bangkok e depois de Lufthansa até Frankfurt.  
Como ficaria somente duas noites e três dias em Frankfurt, e também já estava no final da viagem e com dinheiro limitadíssimo, optei por ficar em um albergue em uma região bem central. Escolhi um quarto privado que me custou 40 euros por dia. O albergue chama-se "Frankfurt Hostel", e está em frente à principal estação de trem da cidade, a Hauptbahnhof. Do aeroporto até esta estação, pega-se apenas uma linha do trem, logo é uma forma bem conveniente de chegar à cidade. Deixei minha mala maior em um locker no aeroporto e coloquei a quantidade de peças de roupas suficiente para esses três dias em uma mala menor para evitar de carregar muito volume. 
Chegando em Frankfurt foi aquele choque. Meu vôo chegou por volta das 7 da manhã, e cheguei no alberque por volta das 8:30 hs. Apesar de ter colocado na reserva a hora estimada que chegaria, não existia quarto disponível e teria que esperar até a hora do check out: meio dia. Fiquei um pouco irritado devido ao cansaço e ao frio que estava fazendo (tinha acabado de chegar de um dos lugares mais quentes do mundo!). Já havia pesquisado que a rua Zeil e seu entorno é o lugar onde estão concentradas as lojas, bares e restaurantes de Frankfurt e com o frio que estava fazendo, nada melhor que um bom shopping para passar o tempo. Perguntei à recepcionista como chegar e para minha sorte estava há apenas 10 minutos de caminhada. No meio do percurso, me deparei com a praça que fica em frente ao famoso edifício do banco Commerzbank (edifício comercial mais alto da Europa) e que é palco de várias manifestações que vemos pela tv (aquela placa que tem aquele simbolo do euro gigante). Pra variar havia uma quantidade enorme de pessoas acampadas nessa praça e reivindicando melhores condições de moradia. A região da rua Zeil é realmente muito movimentada. Vários shoppings centers, lojas, restaurantes, edifícios históricos e modernos se contrastando, enfim, um bom termômetro para entrar no clima da cidade. A grande dificuldade é mesmo entender o alemão! Apanhei um pouco para me comunicar. 
Próximo à rua Zeil, está a catedral de São Bartolomeu. Sua arquitetura gótica destaca-se no meio da arquitetura moderna do centro de Frankfurt. Devido à grande destruição sofrida durante a segunda guerra, a cidade foi reconstruída e remodelada dando lugar a grandes avenidas e modernos edifícios. 
A cidade natal de Goethe, mantém a casa de seus pais como um museu que abriga uma vasta coleção de pinturas e esculturas do século 18. Este filho ilustre é um orgulho para os cidadãos de Frankfurt. 
Caminhar pelas margens do rio Meno (Main em alemão), é delicioso mesmo em temperaturas mais baixas. A arquitetura é linda e o contraste com a coloração das árvores e do rio dá um charme todo especial. 
Três dias não foram o suficiente para conhecer este grande centro financeiro da Europa, mas foi o suficiente para se encantar por uma cidade moderna, organizada e bem receptiva e despertar a vontade de voltar para conhece-la melhor!!!


Símbolo da moeda européia


Interior de um Shopping Center

Rio Main


Rio Main


Catedral de São Bartolomeu


Rio Main




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