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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

China - Shanghai, Beijing



Um desejo antigo era conhecer a China, mas sempre que planejava esta viagem, algum motivo me levava a outro destino.... Desta vez deu certo! Uma mensagem da Qatar Airways caiu em minha caixa de e-mail oferecendo um voo para Xangai com uma tarifa interessante! Não tive dúvida, comprei a passagem e comecei a planejar a viagem! O voo da Qatar faz conexão em Doha, capital do país. Tentei fazer um stop na cidade para conhecê-la mas a tarifa não permitia. Nem se eu quisesse pagar a diferença.... Fiquei um pouco chateado com isso porque, além do Qatar ser um país que me parece muito interessante, seria uma forma de aliviar a quantidade de horas de voo e tornar a viagem menos cansativa. São 14 horas de São Paulo a Doha e depois mais 8:30 horas de Doha a Xangai e o jet leg é muito intenso em uma distancia tão grande assim. Mas ok, nada que um comprimidinho para dormir não resolvesse! Viajei com um amigo e tínhamos 14 dias de viagem, contando o deslocamento, e por isso elegemos duas cidades para conhecer: Xangai e Pequim. A China tem dimensões continentais e, apesar de uma excelente malha ferroviária de trens de alta velocidade, sempre prefiro ficar mais tempo em uma cidade e conhece-la bem, do que ficar rodando e conhece-las apenas superficialmente. Saímos do Brasil no dia 09/10/2015 de madrugada e chegamos a Xangai no final da tarde do dia 10/10. No aeroporto existe uma estação de metrô que leva até o centro da cidade. Os tickets são comprados em máquinas que podem ser lidas em Inglês e são muito fácil de operá-las. Você toca na tela a estação que deseja descer e lhe é dado o valor em Yuan, a moeda do país. Nesta época 1 real valia aproximadamente 2 Yuans. O valor médio dos tickets era de 3 Yuans. As linhas de metrô são divididas em cores e números. A linha que sai do aeroporto é a verde de número 2 e uma dica importante é que você é obrigado a trocar de linha em uma estação. Se não me engano o nome é Guangan, mas não tem erro. Todos descem nesta estação e basta você pegar o metrô que está exatamente na sua frente quando desembarca. 





XANGAI (Shanghai)

Completamente diferente de tudo que eu imaginava sobre China, Xangai, considerada a capital financeira da Ásia, é uma megalópole com vários arranha-céus e um skyline comparado com as principais capitais do mundo! Para ser bem sincero, andando por Xangai várias vezes tive a sensação de estar novamente em Cingapura, tamanha semelhança. O rio Huangpu divide o centro da cidade em dois principais bairros, chamados Pudong e Bund. O primeiro é o bairro mais novo onde estão os prédios mais modernos, sede dos principais bancos e alguns dos maiores shoppings. Já o Bund conserva uma arquitetura mais colonial e por isso é conhecido como "cidade velha"! Mas acho que a melhor denominação seria "Cidade Antiga", porque de velho não tem nada. Tudo está muito bem conservado! Grande parte dos hotéis está no Bund e realmente é a melhor parte para se hospedar, já que é a parte pulsante da cidade até tarde da noite!

Xangai tem aproximadamente 26 milhões de habitantes, o que significa que qualquer hora e qualquer lugar que se vá sempre tem muiiiiita gente! Apesar da comunicação ser um pouco complicada (é difícil encontrar quem fale inglês), eles são muito simpáticos e fazem de tudo para tentar te ajudar! Um dos locais onde a sensação de multidão é mais evidente é o calçadão do Bund, de onde se tem a vista dos modernos edifícios de Pudong. A qualque hora do dia ou da noite várias pessoas disputam a melhor foto do skyline de Pudong ao fundo. Mas aqui vai uma dica preciosa: No sétimo andar do edifício localizado no número 18 do calçadão está o Bar Rouge! Um bar maravilhoso que vários estrangeiros se reúnem para um happy hour e no avançar da noite se torna uma balada fantástica. Os drinks são caros, mas se chegar cedo não paga para entrar e é possível ter uma vista incrível sem precisar disputar lugar com a multidão!


Vista de Pudong do Bar Rouge

Bar Rouge

Bar Rouge
Xangai é uma megalópole e por isso se hospedar em uma boa localização é um facilitador muito grande. Optamos pelo Hotel "The Bund Riverside", que está há poucos minutos das principais atrações da cidade, além de possuir instalações confortáveis. Aconselho fazer a troca de moeda (cambio) no próprio hotel. As cotações costumam ser melhores do que em casas de cambio (difíceis de encontrar) e do que nos ATM's. 

Chegamos meio atordoados devido à grande diferença no fuso horário, e optamos por descansar até o dia seguinte. Essa escolha foi ótima, porque acordamos na manhã seguinte com uma chuva fraca e a cidade meio revirada.... Depois fomos saber que havia passado um furacão a alguns quilometros de onde estávamos e essa chuva era resquício do que tinha acontecido durante a noite... O cansaço era tanto que nem notamos a tempestade que causou vários estragos na cidade. Soubemos dessa notícia pelo whatsapp de uma amiga, porque o acesso à internet é muito limitado na China. Não é possível acessar o google, facebook e quase nenhuma outra rede de notícias internacionais. Em era de mídia social, estar na China é um exercício de abstinência digital! O que de tudo não é nada mal.... 

Descansados da viagem, começamos a explorar a cidade. A poucas quadras do hotel está a famosa Nanjing Road. Uma rua onde é proibido o trânsito de carros e possui uma concentração de lojas de todos os tipos. Chegamos nesta rua e logo tivemos o primeiro impacto da quantidade de pessoas que circulam por esta cidade! Sim, a China é um local que é impossível fugir das compras. Por onde se anda somos abordados por ambulantes oferecendo relógios e bolsas de marca, massagem, souvenires e qualquer outra bugiganga que se possa imaginar. Lojas de grifes famosas se misturam com outras totalmente desconhecidas e o entra e sai frenético das pessoas se dá o dia inteiro. Mas não se engane, as coisas de qualidade não são nada baratas. Existem vários shoppings centers com marcas super exclusivas, porém são frequentados pelos milionários chineses. 

A  Nanjing Road liga o rio Huangpu à People Square, que é uma praça muito bem cuidada, bastante movimentada e com uma estação de metrô atendida pelas principais linhas da cidade. Vários edifícios históricos estão ao longo da Nanjing Rd e em volta da People Square, entre eles o Park Hotel, um dos endereços mais elegantes no passado, o Museu de Xangai e o Grande Teatro de Xangai.

Monumento na People Square

Park Hotel


 Nessa mesma Nanjing Rd fiz a descoberta mais útil de nossos dias em Xangai: o Food Court. É um edifício de 4 andares especializado em comida. Para quem que, como eu, é meio enjoado para comer, esse lugar é a salvação. No último andar tem um restaurante de comida tailandesa e outro de comida japonesa com aquele esquema de esteira onde os combinados vão passando e você escolhe o que gosta. No final, somam-se a quantidade de pratos e você vai ao caixa pagar. O preço é maravilhoso e a comida super fresca e gostosa. Neste mesmo edifício tem uma padaria onde se encontra croissants, bolos, tortas, enfim, tudo para um excelente café da manhã ou lanche da tarde. Várias comidas exóticas também são vendidas por lá. O local é muito bem localizado e extremamente limpo. Claro que marquei presença diariamente nesse templo da gastronomia chinesa!


Food Court

Food Court

Food Court





Uma das coisas que mais me impressionou na China é uma antiga filosofia que os chineses levam muito a sério: "Um corpo saudável é um corpo em movimento". De fato é perceptível que os idosos chineses possuem uma vivacidade invejável! Caminhando pela cidade nos deparamos com grupos de pessoas praticando tai chi chuan ou simplesmente dançando pelas praças, parques ou qualquer lugar que possa abrigar um grupo de pessoas com o propósito de fazer algum tipo de atividade física. Sim, a maioria dos praticantes são da chamada "terceira idade" e isso comprova que essa filosofia tem fundamento!




A China possui 3 linhas religiosas/filosóficas, que são o Confucionismo, o Taoismo e o Budismo. Dos muitos templos que Xangai possui, dois me chamaram muita atenção pela grandiosidade e beleza. O primeiro, próximo à estação Chanping Rd do metrô, chama-se Templo do Buda de Jade. Foi construído em 1882 para abrigar duas lindas estatuas de Buda feitas em jade, trazidas da Birmânia. Por abrigar  mais de 100 monges atualmente, é comum no meio do passeio pelo templo você se deparar com alguma cerimônia religiosa acontecendo naquele momento. O templo possui belíssimas estátuas, mas a cereja do bolo é a que encontra-se no segundo andar. Um buda esculpido em uma única pedra de Jade e incrustado com pedras preciosas. Outro fator que me chamou a atenção são os bonsais que o templo possui. O lugar é lindo, possui uma energia fantástica e por isso a visita é super recomendável. 

Pátio Interno Templo Buda de Jade


Estátuas Hall Interno do Templo


Bonsais
Buda de Jade


Outro Templo que deve ser visitado é o Jing'an Temple (templo da tranquilidade). Localizado em frente à bela Praça Jing'an esse templo foi totalmente reconstruído em 2006 e é muito procurado para rezar para alcançar sucesso financeiro. 


Fachada do Jing'an Temple

Pátio do Jing'an Temple

Estátuas no interior do Templo
A poucos minutos de caminhada do Jing'an Temple pela Yan'an Middle Road, está o Centro de Convenções de Xangai. O local abriga algumas feiras, exposições e outros tipos de eventos. No dia de nossa visita havia uma feira de pedras preciosas. Mas o que vale mesmo a visita é a arquitetura do edifício. Construído em 1954,  é uma das poucas lembranças da influência da União Soviética na cidade com suas imponentes colunas decoradas com estrelas vermelhas e a agulha dourada no topo.


Fachada do Centro de Convenções

Fachada do Centro de Convenções

Porta de entrada do Centro de Convenções


Aproveitando um dia chuvoso fomos visitar o Museu de Xangai. que fica localizado na People Square e possui um acervo de mais de 120 mil peças representando mais de 5 mil anos de história. Inaugurado em 1995, o edifício atual temuma arquitetura curiosa, sendo quadrado na base e redondo acima. O significado da forma "um céu redondo sobre uma terra quadrada". Diferentemente de outros museus que é necessário reservar um dia inteiro para a visitação, nesse em algumas horas é possível percorre-lo. 


Fachada do Museu

Interior do Museu
Galeria do Museu



EM CONSTRUÇÃO






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